As forças de segurança pública da Eritreia prenderam mais três cristãos em Asmara, na sexta-feira, dia 23 de outubro. Essas prisões elevam o número de pessoas levadas sob custódia desde o dia 12 de outubro na casa do pastor Tewelde Hailom para 13. Esse líder idoso, que já tem uma saúde debilitada, permanece sob prisão domiciliar.
Os que presos na sexta-feira foram Amanuiel Asrese, Musie Rezene e Yosief Admekome. Amanuiel, 59 anos, trabalha como gerente de finanças do Sistema de Água Eritreu. Ele é casado e tem seis filhos já adultos. Musie, cuja idade é desconhecida, é casado e tem dois filhos. Yosief, cuja idade é também desconhecida, aparentemente trabalha para a Unicef Eritreia. Nossas fontes ainda não conseguiram descobrir onde eles estão sendo mantidos.
Georgette Gagnon, diretor africano da ONG Human Rights Watch, preocupado com a situação da Eritreia, declarou: “O governo eritreu está transformando o país em uma grande prisão”. Mais de 2.800 pessoas estão sendo maltratadas nas terríveis prisões, somente por não abandonaram a sua fé cristã.
Eles sofrem com as condições horríveis: tortura, trabalho duro e forçado, alimentação insuficiente, falta de higiene e assistência médica. Muitos desses prisioneiros estão em campos de concentração militares, que, segundo o governo, foram construídos com o propósito específico de punir dissidentes cristãos. O Portas Abertas teve a confirmação da morte de 10 pessoas nas prisões eritreias.
Eritreia é o mais jovem país africano. É uma nação multilinguística e multicultural com duas religiões dominantes (Islão Sunita e Cristianismo Ortodoxo) e nove grupos étnicos. Embora não reconheça uma língua oficial, o país conta com três línguas de trabalho: tigrínia, árabe e inglês.
Fonte: Portas Abertas
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