No Brasil, o Ministério da Saúde também recomenda que a mamografia seja feita a partir dos 50. “É o mínimo, tem mulher de 60 anos que nunca fez”, conta Luis Henrique Gebrim, diretor do Hospital Pérola Bayton e professor de Mastologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mas, na prática, a maioria das brasileiras começam a fazer o exame aos 40 e o repetem todo ano. “A mamografia salva vidas, descobre lesões que ainda vão virar câncer e diminui a taxa de morte em torno de 10% em mulheres acima de 40 anos e em mais de 30% em mulheres com mais de 50 anos”, completa Gebrim.De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de mama é o principal tipo de câncer que atinge as brasileiras. Em 2008, foram 49,4 mil casos. E quanto antes for detectada a doença, maiores as chances de cura. O diretor do Hospital Pérola Byington afirma, porém, que a grande questão da mamografia ser feita precocemente é que muitas lesões encontradas são benignas. Com isso, muitas pacientes não precisariam passar pelo estresse de, ao ser detectado algo suspeito nas mamas, serem submetidas a biópsias ou até a uma operação. “Muitas das cirurgias são desnecessárias, porque são feitas em razão de ter sido detectado um nódulo na mama que, muitas vezes, não precisaria ser retirado”, avalia. A polêmica fez com que o governo de Barack Obama, nos Estados Unidos, se manifestasse sobre o assunto. Apesar dos novos estudos, o governo norte-americano garantiu que os planos de saúde públicos irão continuar cobrindo a rotina de mamografias anuais a partir dos 40 anos. Os Estados Unidos acabaram de aprovar um plano de saúde universal, com valores subsidiados pelo governo, que atingirá 94% da população do país. Até hoje, o sistema de saúde pública norte-americano era um dos mais defasados do mundo. (A.M.) |
DICAS DE SAÚDE: Qual a idade certa?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário