Lançado em dezembro de 2006 pelo ex-arcebispo Dom Eusébio Scheid, o cartão de crédito Solidariedade Católica será investigado pelo Ministério Público do Rio, que abriu inquérito civil para averiguar sua criação.
O cartão tem como compromisso público destinar parte das anuidades para obras sociais da Arquidiocese do Rio. Segundo publicação do jornal O Dia, o promotor Julio Machado Teixeira Costa, da Promotoria de Defesa do Direito do Consumidor, quer saber se os responsáveis pelo cartão estão cumprindo este acordo.
Fruto de um convênio entre a Associação de Solidariedade Justiça e Paz (ASJP) e o banco Bradesco, o cartão chegou a ser anunciado como uma iniciativa da Arquidiocese, mas, de acordo com informações do jornal carioca, a Associação, fundada e dirigida por Dom Eusébio e pelo padre Edvino Steckel, ex-responsável pela administração dos bens e finanças da Igreja na cidade, não tem qualquer vínculo formal com a Arquidiocese.
“O consumidor pode estar sendo induzido em erro a respeito da vinculação do cartão à Igreja Católica, aparentemente inexistente”, revela o promotor. Para ele, cabe à Associação e ao banco a comprovação do uso de parte das receitas do cartão em ações sociais.
Teixeira Costa quer saber que percentual do faturamento do cartão é enviado para ações sociais e os valores que, mês a mês, foram destinados para instituições de caridade, além de perguntar que ações foram beneficiadas. Para isso, ele determinou o envio de ofícios com pedidos de informações ao banco, à Associação e à Arquidiocese do Rio.
Dom Eusébio, que se aposentou em abril deste ano, é arcebispo emérito do Rio.
Agência Unipress Internacional
L.M
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